Sentir, em si, já é algo complicado. Há diversidades de sentimentos em mim, neste e em qualquer momento. Muitas vezes até sentimentos opostos: posso estar feliz por um lado e triste por outro. Posso admirar alguém por um motivo e desprezá-lo por outro. Posso sorrir de tristeza e chorar de alegria. Sentir junto, então, meu Deus! Relacionar, interagir? Complicadíssimo. Cada relação entre pessoas é única e escapa a classificações. (e isso que há de mais belo no mundo: a riqueza e complexidade da diferença)
Mãe, pai, irmão, amigo, namorado, colega, companheiro... criamos certas categorias e procuramos encaixar as pessoas nelas. Eu pessoalmente nunca me habituei a isso. Minha mãe é minha irmã e minha amiga, eu sou mãe da minha irmã, sou irmã das minhas amigas, e por aí vai. Nunca consegui rotular bem alguém importante para mim. Um namorado que se vá, pode até deixar de ser namorado, mas deixou então de ser importante? A importância está no rótulo que se tem?
Se um dia eu deixar de cuidar da minha irmã, deixei de ser especial para ela? Não me faz muito sentido. Um amigo pode ser muito mais namorado do que um namorado mesmo. Um amigo pode ser muito mais irmão que um irmão. É tudo muito relativo, relações escapam a rótulos. Rotular é limitar. Eu gosto de você, e pronto. A forma pode até mudar, mas não muda o fato de eu gostar.
Eu não preciso de que você ocupe um cargo na minha vida para gostar de você. Eu gosto de você, e aí então você ocupa alguns cargos ou não. Ao classificar, restringimos. E é isso que tenho buscado combater: essas formas e moldes previamente fixados. A beleza do homem está justamente no contrário: em escapar a qualquer classificação!
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Um comentário:
profundo seu post amiguinha !
e entendi muuito bem o que vc quis dizer !
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